terça-feira, 20 de outubro de 2020

Outubro Rosa - Exercício Físico...

 



O movimento conhecido como Outubro Rosa apareceu nos anos 90 nos EUA, na década de 1990. Este movimento tem como objectivo estimular a participação da população no controlo do cancro da mama, promover a consciencialização sobre a doença, partilhar informações sobre a temática e fazer a prevenção e diagnóstico precoce. Não sendo uma doença exclusiva das mulheres, há uma maior incidência. Tocando no ponto da prevenção, o exercício físico torna-se um ponto essencial no combate e ao aparecimento deste tipo de cancro. Uma revisão  de mais de 70 estudos da National Library of Medicine, concluiu que, mulheres fisicamente activas têm 25% menor risco de desenvolver cancro da mama que mulheres sedentárias. Esta percentagem  ainda se torna mais elevada quando o exercício é acompanhado de sentimentos positivos e prazerosos. Nos casos já detectados, o exercício também se torna um grande aliado, porque estimula hormonas de bem-estar, evitando quadros depressivos e de mal-estar resultantes dos processos de tratamento

Lembre-se, nunca é tarde para começar a fazer exercício. Informe-se junto de um profissional de exercício ou do seu médico.

 

Bons treinos

Hugo Silva

Instagram: hugo_silva_coach

-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A mãe, o pai e o bebé...

 


A parentalidade surge em vários contextos e sobre diferentes modalidades, sendo transversalmente o processo pelo qual os pais passam para se tornarem pais (essencialmente falamos da reestruturação, tanto em termos sociais, como afetivos, que permite aos pais poderem estar disponíveis para responder às diferentes necessidades dos seus bebés). Apesar de ao longo dos últimos tempos tanto os papeis materno, como paterno, se terem vindo a alterar e modificar, a função familiar mantém-se a mesma. É na família central e nuclear que se permite que os bebés se desenvolvem intelectual, afetiva e socialmente. É para isto necessário, existir uma “casa interna”, poder e conseguir ser contentor, um meio que facilitador e que é uma base segura para o bebé. No fundo, todo este processo acarreta um conjunto enorme de desafios, aprendizagens, medos, inseguranças, momentos de alegria e felicidade. É uma transição que poderá ter um forte impacto psicológico.

São 9 meses de descobertas, de fantasias, de idealizações, de medos, de inseguranças, de crescimento… é um caminho que se percorre com a expectativa do nascimento muito presente, o momento em que se vai conhecer, na realidade, o bebé.

Mães e pais vivem estes 9 meses de forma diferente. Enquanto as mães são naturalmente foco de maior atenção, pelas evidentes transformações hormonais, físicas, psicológicas a que vão sendo sujeitas pelo processo natural da gravidez, não nos podemos esquecer da importância determinante que os pais têm durante todo este caminho.

            Se este processo já traz consigo, inerentemente, um conjunto de medos, por vezes, inimagináveis, onde fica o espaço para a vivência deste processo em alturas como esta?

            As restrições impostas pela situação que vivemos actualmente têm condicionado, de inúmeras formas, a vivência familiar da gravidez. Tem-se visto e ouvido imensamente falar da importância da saúde mental das grávidas (sendo este um assunto pré-pandemia já de extrema importância mas, infelizmente, nem sempre considerado –tendemos a assumir que a gravidez é sempre feita de arco-íris e unicórnios), da importância de diminuir os níveis de stress e de ansiedade derivados das várias alterações no processo de acompanhamento da gravidez e do necessário distanciamento físico e social que a atualidade nos impõe e que conduz a que a grávida ou pré-mamã fique também mais só. O acompanhamento às consultas ficou mais condicionado, a presença do pai passa a ser impedida nas ecografias, nas consultas de acompanhamento e até no nascimento!

            Como podem os recém – papás integrar mais um desafio? Quais os impactos que estas alterações acarretam em termos de saúde mental (da mãe, do bebé e do pai!)? Como aceitar esta realidade que impede o normal enamoramento e nascimento da triangulação?

Ainda é muito cedo para de uma maneira concreta e estatisticamente consistente poder, a partir de estudos, ter ideia do impacto de um tempo como este no nascimento de um casal parental e, sobretudo, no universo mental de um bebé. Resta-nos o amor! E esta capacidade infinita de amar que consegue proporcionar a um recém nascido as condições ideais para se "fazer gente"...

Entretanto, vamos, enquanto O Canto da Psicologia, estando sempre por aqui se assim for necessário.


Drª Inês Lamares - Alcochete/Lisboa

O Canto da Psicologia




quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A fobia no pós-pandemia...

 



Pandemias, epidemias e catástrofes naturais têm tendência a propagar medos e a alterar comportamentos. Quanto maior for o evento stressante, maior será o seu impacto e as suas consequências. A saúde mental deve ser uma das preocupações centrais desta pandemia. Existem pessoas com predisposição psicológica, que se encontram mais vulneráveis, que podem desenvolver perturbações mentais, mas, na realidade, ninguém está ileso de as desenvolver.

Esta pandemia tem alterado a rotina das pessoas de uma maneira inesperada e que irá gerar consequências mesmo após esta situação estar controlada. O confinamento social, o contágio do vírus, o número de óbitos, podem gerar sequelas psicológicas, como as fobias. Destas, três são as mais frequentes:
 
Fobia de doença: é a fobia do contágio. É o medo de ficar doente e morrer, de contagiar familiares e amigos. Pode gerar sintomas físicos, mas gera principalmente crises de ansiedade e ataques de pânico.

 
Ataques de Pânico: é uma situação súbita de medo intenso associado a sintomas como palpitaçõessuores, tremores, falta de ar, dormência ou sensação de que está prestes a acontecer qualquer coisa má. Nesta pandemia, o medo mais frequente é o medo da morte e da doença, tanto da própria pessoa, como relativo a um familiar.


Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): são crises recorrentes de compulsões que se tornam obsessivas no dia a dia das pessoas. As obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes que provocam na pessoa ansiedade ou mal-estar. A pessoa sente a necessidade de ignorar ou suprimir a ansiedade causada por essas obsessões através de pensamentos, rotinas ou atividades repetitivas denominadas de compulsões ou rituais.

Com a pandemia, todos temos comportamentos diários repetitivos, como lavar as mãos, usar frequentemente o álcool desinfetante, desinfetar produtos que trazemos para casa, entre outros. Estes comportamentos quando associados a este evento stressante podem desenvolver uma TOC ou agravar quando já existe.

 

E a Fobia Social? Algumas pessoas com este diagnóstico sentiram os seus sintomas diminuídos aquando da quarentena obrigatória, não estando expostas ao seu maior medo, o medo da interação social, da avaliação do outro, da exposição ao outro. Mas há quem tenha desenvolvido um quadro de solidão e tristeza profunda em consequência do isolamento social e que pode tornar ainda mais dificil um regresso a esta nova realidade, com medos mais intensos e por consequência uma maior ansiedade.

 

Falar sobre os medos alivia a ansiedade e contribui para um bem-estar psicológico, necessário para superar esta pandemia. Estes medos e a consequente ansiedade podem surgir em adultos, mas também nas crianças e nos adolescentes. Não hesite em procurar a ajuda de um Psicoterapeuta de modo a evitar um sofrimento prolongado.

 

Drª Irina Morgado - Setúbal

O Canto da Psicologia

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Mãe, posso correr?

 



Esta semana, Carlos Neto, professor da Faculdade de Motricidade Humana adiantou que cerca de 80% das crianças portuguesas ficaram sedentárias com o confinamento. Este cenário, segundo o professor, poderá trazer grandes problemas no desenvolvimento futuro destas crianças. Olhamos para as crianças portuguesas e o cenário não é agradável.

-  Níveis de aptidão física continuam a baixar década após década;

- Falta de concentração, ansiedade, incapacidade para lidar com adversidades e desafios em ambiente escolar são crescentes;

- Falta de criatividade motora;

- Um terço das crianças tem excesso de peso ou é obesa;

- Número de crianças com diabetes tipo 2 está a aumentar;

 

Neste sentido, o que não pode acontecer na escola é que as crianças continuem confinadas dentro da sala de aula ou no recreio. É a altura certa para mudar a escola e adaptá-la aos novos tempos, o ambiente escolar deve propiciar brincadeiras ao ar livre, de forma que a crianças se possam exprimir cognitivamente, garantindo sempre a segurança de todos.

 

Bons treinos

Hugo Silva

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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Notas soltas de clínica. ...

 



“Dr.ª, não sei como lhe explicar o que sinto, acho que nem sinto, é um vazio que não acaba. Se me pedir para desenhar, desenho um buraco negro”.

Não raras vezes estreámos assim. Aquela tarde abriu profundamente triste. Como se olhasse um quadro de cores escuras de angústia e de uma desorganização desconcertante. Oiço a confusão espácio-temporal. Vejo um corpo sem alma, um mundo interno pobre e povoado de fantasmas. À medida que fala sinto o seu medo de poder estar perante um novo fantasma. A sua vida tem sido uma vastidão de dor. Não há movimento nos gestos, não há coordenação, há rigidez e desconfiança. Faltaram os braços da mãe. É a imagem que me ocorre. A ausência de um ambiente confiável e sustentador. Faltou brincar, explorar, experimentar e integrar.

E perante este terramoto interno de pedaços estilhaçados, escuto e amparo, permito-me compreender a realidade das suas singularidades. No horizonte – retomar o processo de constituição do Ego que ficou suspenso, através de uma Nova Relação. “É esta nova relação expansiva e sanígena que determina a mudança curativa – a construção e consolidação de uma outra e mais satisfatória e mais produtiva relação interpessoal.” (António Coimbra de Matos, 2016).

Vamos ainda no início do caminho. Por vezes longo para quem se sente vazio há uma vida inteira. “Não sinto nada, não sei se há melhoras. O buraco negro continua dentro de mim, mas sinto segurança aqui”. Progressivamente o espaço terapêutico torna-se acolhedor como os braços de uma mãe. Há espaço para narrar a sua história. Há confiança para abrir o seu mundo interno, permitir que surjam imagens e emoções. Na tela parece prevalecer o caos, o medo, a angústia. Percebe-se uma história infantil onde o ambiente familiar não foi facilitador dos processos de maturação. Abrimos caminho à ressignificação da sua história, construindo uma simbolização. “(...) os pensamentos começaram a soltar-se e a encadear-se, num movimento de maior compreensão da realidade externa e interna, através duma abertura, que possibilita a passagem do real para o imaginário e do imaginário para o simbólico.” (Ferreira, 1999).

Avançámos. O espaço terapêutico acolhe o vazio. “Já não vejo o buraco negro todos os dias, às vezes sim, mas muitos dias não”. A nova relação dá lugar a uma tela interior de cores, é possível a transformação e expansão. O buraco negro começa a desvanecer e dá lugar à esperança, à novidade, ao futuro.

O horizonte da psicoterapia - alicerçar na pessoa o seu sentido de singularidade, espontaneidade e autenticidade. Num caminho, sem pressa de chegar, de relação entre a díade – terapeuta e paciente - no qual ambos descem às paisagens do mundo interno e recuperam a possibilidade de renascimento. Renascer numa nova relação, renascer em liberdade.

Continuámos. Começo a ver a alma hasteada no corpo. Há medo de cair, mas há força e crescimento egóico capaz de enfrentar a angústia. A nova relação é internalizada e permite desfolhar novas relações, mais significativas e satisfatórias. O terapeuta – parece estar a ser suficientemente bom.

 

 Drª. Soraia Almeida

Canto da Psicologia -Braga

 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

E depois do vírus? Quando recomeçar o exercício?

 



Sabemos que a cada dia que passa, mais gente fica infectada com o novo coronavírus. Não deixando de ser alarmante, grande parte das pessoas afectadas por este vírus recupera.

O Covid-19 é essencialmente uma doença do trato respiratório, sendo que afecta não apenas o sistema respiratório como compromete os índices físicos, respiratórios,  pulmonares, olfacto, mobilidade, stress, entre outros. As ultimas recomendações da OMS e estudos dos efeitos do vírus sobre a saúde, indicam que o exercício deve ser iniciado até um mês após a fase aguda da doença se ter manifestado. Isto porque, partindo das sequelas que a doença provoca, grande parte dos doentes ficam com a função pulmonar, cardiovascular e circulatória comprometidas. Neste sentido, o exercício físico poderá ser um grande aliado e  deverá ser estruturado em conjunto com o acompanhamento médico. Treino de força com baixo volume e alguns exercícios de resistência aeróbia de baixo intensidade/impacto deverão fazer parte da rotina das pessoas que recuperaram. Todos os casos deverão ser individualizados, supervisionados e retificados sempre que se justifique face a alguma contra-indicação.

O exercício de forma ajustada, será um grande coadjuvante para uma recuperação mais rápida e saudável.

 

Bons treinos

Hugo Silva

Instagram: hugo_silva_coach

-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Mexa-se, pela sua saúde....

 



Neste momento todos sabemos que o papel do exercício é fundamental na promoção de saúde e prevenção da doença. Doenças como: Diabetes, Hipertensão, Obesidade, Cancros,  Cardiopatias, Osteoporose, entre outras, podem ser prevenidas com exercício regular e estruturado. Com o confinamento, grande parte da população idosa refugiou-se em casa devido ao receio de contágio, logo, mesmo esta população que era fisicamente ativa perdeu alguns dos benefícios do exercício regular. É fundamental que nesta fase de maiores cuidados e distanciamento físico, não se aumente ainda mais o distanciamento social. Neste sentido, é importante que filhos, netos ou parentes mais chegados procurem arranjar soluções seguras para que as pessoas mais velhas da família continuem a exercitar-se, quer seja através do contacto direto com treinadores por via online ou de forma segura e presencial num ginásio que cumpra as regras de higiene e segurança.

É importante mantermos os nossos pais ou avós seguros do Covid, mas continua a ser imperial que estes continuem a mexer-se sob pena da sua qualidade de vida retroceder.

 

Bons treinos

Hugo Silva

Instagram: hugo_silva_coach

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