quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Ciúme - Quem é esse outro que eu coloco no lugar de mim?






Seja na literatura, no cinema ou noutras formas de metaforização da condição humana, o ciúme parece emergir como um tema recorrente e apelativo. Talvez porque, na complexa trama das relações, o ciúme ocupa um lugar de substantiva importância, permeando as mais diversas interações entre pessoas.  
Poderíamos pensar no ciúme como um afeto que é parte integrante da estrutura do sujeito, aludindo à concepção freudiana de que, em certa medida, este é um estado emocional que, tal como o luto, pode ser descrito como normal, constituindo a própria realidade inconsciente do sujeito. Mas, pensar nesta dimensão, implica desdobrá-la nas suas múltiplas formas e expressões.
Na verdade, pensar no ciúme enquanto reação à perda do objeto amado seria considerado uma resposta adaptativa e ajustada, substantivamente diferente de outras formas de manifestação do mesmo, onde o sofrimento decorrente deste estado afetivo é exacerbado e acompanhado de uma angústia recorrente. Na expressão patológica do ciúme, a vivência deste estado afetivo implica o mito de que irá ser-se traído, pelo que o sujeito vai atuando esse medo através de uma procura ávida por sinais que o confirmem. A realidade é, muitas vezes, amplificada ou mesmo confundida, fantasiada, sendo o outro o receptáculo de angústias primárias e projeções maciças, cuja origem importa que seja investigada e trabalhada.
Quando este fantasma permeia o vínculo do casal, há um sofrimento inerente que, podendo ser mais ou menos exacerbado, se transforma num modelo de relação aprisionante, impossibilitando a criatividade, a liberdade e a complementaridade, tão necessárias a uma relação saudável.
Neste contexto, a terapia de casal pode representar a possibilidade de encontrar novos caminhos, para  que o espaço entre o casal possa (re)construir-se como um lugar seguro, clarificando os legados, as heranças, os fantasmas que cada um carrega da sua história e que reatualiza na relação a dois.


Drª Joana Alves Ferreira
O Canto da Psicologia




quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mente sã em corpo são...






Uma equipa de investigadores norte americanos, estudou mais de 6000 casos de pacientes diagnosticados com vários tipos de cancro. O que estes investigadores fizeram, foi perceber o impacto que o exercício físico teve antes e após os casos positivos de cancro. As conclusões foram claras: mostraram que os doentes que treinavam regularmente antes e após a doença, tiveram um risco de morte mais baixo do que doentes que não treinavam. Doentes que treinavam mais de três vezes por semana, tinham uma esperança de sobrevida até 40% superior a doentes sedentários. A maior associação entre o exercício e a redução do risco de morte foi comprovado em vários tipos de cancro: mama, ovários, próstata, cólon, pele.

Estes resultados continuam a mostrar-nos a importância do exercício físico como um dos pilares fundamentais para a qualidade de vida e longevidade no ser humano.

No novo ano, não deixe para amanhã se pode treinar hoje!

Bons treinos


Instagram: hugo_silva_coach
-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre