quinta-feira, 21 de julho de 2016

O peixe-aranha que habita dentro mim...






Em pleno pulsar do mês de Julho, começa a pairar no imaginário colectivo uma espécie de lugar ideal, aguardado, por muitos, ao longo do ano. A palavra “férias” é o mote que se faz sentir, como que um efeito anestésico, difundido um pouco por toda a parte.

Senão, vejamos:
Na cidade, os efeitos colaterais dos engarrafamentos dão lugar a uma cidade mais fluida. Os serviços são postos em pausa e sugerem-nos que voltemos a contactar lá para Setembro. As ofertas de emprego obrigam-nos a abrandar o rimo, com o slogan “depois de Agosto é uma boa altura”. Aqui e ali, ouvem-se os desabafos de que as férias são necessárias e de que já se está em “piloto automático”. Há, por isso, uma tentativa de desligamento, mais ou menos consciente, que parece envolver os vários planos de vida de cada um de nós – o plano exterior, no impasse que se gera nestes meses, mas, fundamentalmente, num plano mais interior, criando-se uma ilusão à volta deste momento do ano.

Para uns, o desejo de que esta pausa obrigue a um recomeço, lá para o final do mês, com os objectivos que não se cumpriram, os planos que não se concretizaram, os assuntos que não se resolveram. Setembro, é, afinal, um bom mês para aqueles que procuram adiar resoluções, mas, ainda assim, preservando a consciência delas ou da sua necessidade. Para outros, as férias servem de mote a um plano mais auspicioso: negar as evidências, tapar os olhos ao óbvio e procurar uma tentativa de ludibriar o que já de há muito se arrasta e o que de pouco se resolve, através de uma forma de pensamento mágico. São lados verdadeiramente contorcionistas, estes que colocam nas férias todo o potencial de resolução do que, ao longo de um ano, não se transformou. 

Ora, talvez aqui resida o perigo dos peixes-aranha: aqueles que, perante um mar límpido e sereno à superfície, onde o perigo aparentemente não espreita, atraiçoam quando menos se espera. Um pouco como nos malabarismos com que, tantas vezes, nos vamos enganando: tentando contornar as ondas agitadas, numa tentativa de fazer delas animais domesticados, mas não conseguindo prever os eventuais perigos, que emergem precisamente de tudo aquilo que fica submerso, escondido no inconsciente, como de que é também imagem o interior do próprio mar.

Por isto, sugerimos-lhe que se vá lembrando dos peixes-aranha, assim como da imensidão que se esconde em cada oceano, com todo o seu potencial de riqueza, de perigo, de descoberta, como uma metáfora para pensar sobre si. Talvez os mergulhos se tornem mais seguros, as férias mais saborosas e o ano que segue mais suportável e nós estaremos sempre por  aqui com os primeiro socorros indicados para estes males que se escondem na imensidão de um oceano...

Desejamos-lhe umas óptimas férias!! 


Drª Joana Alves Ferreira
O Canto da Psicologia


terça-feira, 19 de julho de 2016

Pernas para que te quero...





Hora de treino! Hora de pré-treino!

Em dia de mente sã em corpo são, seguindo a linha corrente do investimento no exercício físico, importa que saiba o que é ou não aconselhado ingerir para melhor desempenho atlético no exercício que se propõe fazer...

- Hidratos de carbono, sem dúvida! Quais, há que ter cuidado;
- Sempre uma a duas horas antes do treino!

Para mais informações, dê uma espreitadela no pequeno vídeo e BOM TREINO!!!




Júlio de Castro Soares
Nutricionista
Tlm.: 962524966













quinta-feira, 14 de julho de 2016

Empatia versus simpatia...





A empatia é a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias.
Ser empático permite que vivamos em comunidade com respeito e dignidade.
Na nossa opinião, a sensibilidade para ser empático é uma das maiores qualidades que alguém pode ter. 

Na nossa profissão é uma das maiores qualidade que um psicólogo deve ter...
Veja este pequeno filme e entenda as verdadeiras diferenças entre empatia/simpatia...





O Canto da Psicologia

terça-feira, 12 de julho de 2016

A vitamina K no mundo dos ossos...








A osteoporose não se resume só à existência ou não de cálcio; ela decorre de um desequilíbrio entre as células que produzem a substância óssea e as células que destroem a substância óssea,ou seja, as células que se encontram envolvidas no ciclo normal renovação do osso. Quando a perda  desta substância se torna acentuada até as actividades quotidianas mínimas podem provocar fracturas dos ossos.

Daí, a importância a ter em conta para o equilíbrio ósseo, os vários factores que contribuem para o bem estar diário . Hoje, falamos-lhe de VITAMINA K, que tem recebido destaque em relação ao seu papel no metabolismo ósseo!

Iremos com certeza trazer mais vezes a importância desta vitamina, para já, deixamos por aqui a ideia  de, entre outras, algumas boas fontes de vitamina K, nomeadamente, em alguns queijos mas,acima de tudo, em produtos fermentados como o natto ( soja fermentada) e outros como pickles ou a chucrut ( couve fermentada e outros) que encontra sobretudo na cozinha do leste mas que pode trazer, naturalmente, para a nossa cozinha!

Mantemos a ideia para o equilíbrio no todo do nosso organismo e sobretudo da flora intestinal , da importância do evitamento de açucares e produtos processados. Mais, ingerir igualmente cálcio, apanhar sol para ajudar a fixar a vitamina D e o exercício físico são regras que devem ser sempre mantidas no decorrer dos nossos dias para o nosso equilíbrio geral e particularmente na problemática da osteoporose...

Até lá, viva bem e feliz.... 






Júlio de Castro Soares
Nutricionista
Tlm.: 962524966



quinta-feira, 7 de julho de 2016

Entre a perda e a celebração...





Passamos pelo luto para celebrarmos a vida

“O homem vê no mundo aquilo que carrega no seu próprio coração” Goethe

Podemos considerar o Luto como um processo saudável do funcionamento psíquico. Estamos a falar dos lutos psicológicos que não implicam, necessariamente, uma perda física concreta. As pequenas mortes simbólicas as idealizações, relações, expectativas, fantasias, memórias que necessitam de ser arrumadas e compreendidas. Precisamos do luto para integrar as emoções e as memórias mais intensas e ansiosas. Este luto simbólico, organizado, repleto de significado vai apaziguar a dor e trazer novas formas de crescimento e de entendimento de nós próprios. Então porque fugimos deste luto interno? Porque não lhe damos espaço para acontecer? As mudanças, transições carregam em si lutos uma vez que “obrigam” a pessoa, a mudar, a crescer, a evoluir a ver noutra perspetiva. Como Freud pugnava existem dois caminhos para a mudança um é o da livre vontade e o outro é através do sofrimento que nos empurra para agir em torno da alteração - “Quando a dor de não estar a viver for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda.” Freud - 


Quando algumas memórias não são aceites e integradas, para que sejam naturalmente evocadas sem nos causarem angústia, tristeza, paralisia, medo, podemos acabar por nos deixar arrebatar. Por isso o trabalho psicoterapêutico ser tão enriquecedor. Para evoluirmos necessitamos de nos libertar dos caminhos superficiais e procurar os mais profundos, que nos levam a lugares maravilhosos de consciência ampliada e de auto-conhecimento. O início da adolescência é marcado pelo luto da infância e o desejo da total independência, já na fase adulta fazemos o luto da idealização e entramos na maturidade que pode ser, essencialmente, admitirmos que necessitamos uns dos outros para sermos felizes. A maturidade implica aceitarmos o que somos sem os moldes que nos querem colocar.

Depois do Luto precisamos de celebrar a vida, as nossas vitórias e os nossos sonhos. Como Augusto Cury referiu em Sonhar é Preciso; “ Sem sonhos, as pedras do caminho tornam-se montanhas, os pequenos problemas são insuperáveis, as perdas são insuportáveis, as decepções transformam-se em golpes fatais e os desafios em fonte de medo.” O Sonho é fundamental, assim como a esperança de que melhores fases virão! Por isso celebramos e cuidamos da nossa “casa interna”, tornando-a sólida, acolhedora e sustentadora de todas as nossas emoções. Só quando nutrimos bem a nossa casa e aprendemos a cuidar de nós próprios é que podemos realmente cuidar dos outros. Por isso trata bem de ti, por mim, que eu trato bem de mim, por ti.


Drª Mafalda Leite Borges
O Canto da Psicologia



terça-feira, 5 de julho de 2016

O vinagre da minha vida...






Sabia que o vinagre de maça é o verdadeiro vinagre de cidra saudável que deve preferir aos restantes vinagres químicos artificiais e sem benefícios nenhuns para a saúde? E que os benefícios desde consumo vão desde o fortalecimento do sistema imunitário, à prevenção de infecções do trato urinário, à obstipação, alergias diabetes ,  a redução do peso entre vários outros?

Quem sabe não estará na altura de mudar determinador hábitos e colocar este vinagre na lista das compras deste mês...

Veja este filme que de uma forma rápida mostra-lhe 5 benefícios deste consumo e arrisque a viver de forma mais saudável....







Júlio de Castro Soares 
NutricionistaTlm.: 962524966



quinta-feira, 30 de junho de 2016

O abc da inteligência...










Sobre a Inteligência: A Propósito das Dificuldades de Aprendizagem'

Na realidade a definição de inteligência é muito mais complexa do aquilo que se poderia imaginar. Trata-se de um debate historicamente longo e que tem suscitando intensas discussões e divisões entre cientistas. A nossa posição contudo continua a ser a de maior simplicidade e que parece ser mais abrangente e prática, nomeadamente: a inteligência é a capacidade de adaptação ao meio.
Se tivermos como premissa básica esta ideia de inteligência enquanto adaptação então a noção de uma inteligência puramente genética torna-se problemática. É se fosse que seria necessário que os genes contivessem informação cristalizada e limitada. A inteligência, por outro lado, parece ser fluída e dinâmica. A nossa convicção (convenientemente suportada pela ciência), é que a inteligência é o produto da organização do funcionamento mental que se dá pela interacção entre as estruturas inatas e o meio externo.
A criança aprende, apreende, desenvolve os saberes rudimentares e comportamentos inteligentes como Emílio Salgueiro (1996) descreve: 'diferenciando claramente entre o que é presença e ausência, entre o bem-estar e o mal-estar, entre o belo e o feio, entre o bom e o mau, entre o que causa mal-estar e o que traz alivio, entre o dentro e o fora, entre o que está em cima e o que está em baixo, entre o que está de um lado e o que está do outro, entre o interior e o exterior, entre o que entra e o que sai, entre o próprio e o outro, entre o alivio que vem do próprio e o alivio que vem do outro, entre o antes e o depois, entre pessoas e objectos inanimados, entre o amor e o ódio, entre construir e destruir, entre a verdade e a mentira entre a gratidão e a inveja, entre pessoas completas com pensar próprio e pessoas-parciais ou pessoas função, submetidas à vontade do outro, entre sentir e agir, entre liberdade e opressão, entre o homem e a mulher, entre filhos e pais'. Estes são os alicerces da lógica, do raciocínio, da abstracção, da simbolização, da memória, da atenção... enfim da inteligência.
É também muito comum associarmos a inteligência àquilo que chamamos capacidades cognitivas. Com efeito, estas capacidades (como são a memória, a atenção ou a percepção) parecem ser fundamentais para a capacidade de interacção e adaptação ao mundo.
A capacidade de adaptação ao meio escolar exige a existência e robustez do desenvolvimento afectivo e cognitivo. De outra a forma a criança não conseguiria, por exemplo, prestar atenção/concentrar-se ou reter informação para processamento (memória). Parte daqui esta ideia de que o défice cognitivo, e portanto baixo Quociente de Inteligência (medida psicométrica), está ligado a dificuldades de aprendizagem.
Mas o que causa exactamente estas dificuldades? Sabemos que existem um conjunto de traços da personalidade que se encontram ligados a diferentes aspectos da cognição. A titulo de exemplo, observamos como a ansiedade e a atenção/concentração encontram-se extremamente correlacionados. De forma semelhante a depressão parece influenciar um conjunto abrangente de capacidades cognitivas (por exemplo a velocidade de processamento). Ambos, ansiedade e depressão, também parecem estar relacionados com dificuldades ao nível da memória a curto e longo-prazo.
Daqui retiramos a importante conclusão de que o funcionamento da personalidade e as capacidades cognitivas estão intimamente ligadas, numa espécie de funcionamento mental composto onde os limites entre afecto e cognição se encontram esbatidos.
Apesar das dificuldades inerentes à definição e avaliação da inteligência temos hoje acesso a um universo de conhecimento muito lato que nos permite intervir e, acima de tudo, pensar a inteligência, o défice cognitivo e as dificuldades de aprendizagem.
É de importância maior entendermos a inteligência como parte de um funcionamento mental regido pelas relações que se estabelecem entre o mundo interno e o mundo externo, entre o afecto e cognição. As dificuldades de aprendizagem inscrevem-se num universo muito maior que a simples avaliação de capacidades cognitivas, tendo por isso de ser pensado em termos mais globais, nomeadamente, nos termos da organização do pensamento e da própria personalidade.


O Canto da Psicologia 
Dr. Fábio Mateus