quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que a Boca Cala, o Corpo Fala...






No mundo da Psicossomática...

Nos últimos anos, parece ser cada vez mais frequente o recurso ao termo “doença psicossomática” (ou a expressões que dela derivam), quer seja por médicos, outros profissionais de saúde ou pelas pessoas, no seu quotidiano. Na clínica, assistimos a um crescimento de pacientes cujo motivo do pedido de ajuda se inscreve na procura do alívio de sintomas relacionados com este tipo de sintomas. Mas, então, que coisas são estas que a boca cala e que o corpo fala?

É, sobretudo, após a primeira guerra mundial que se massifica a procura de respostas para várias formas de adoecimento, emergidas nos indivíduos que estiveram em pleno campo de batalha e em contexto traumático, para os quais a medicina, per si, parecia não encontrar resposta. Vai-se, então, esgrimindo uma nova visão das doenças, as quais começam a ser entendidas como parte de um processo mais amplo do que apenas os sintomas manifestados.

Quando falamos em doença psicossomática, queremos com isto dizer que a causa é influenciada por factores psicológicos, não com isto negando as evidências clínicas, detectáveis por exames médicos minuciosos. De facto, o corpo comunica um mal estar psíquico, através de sinais e manifestações físicas, tangíveis a uma observação clínica, mas para as quais não é possível encontrar uma causa orgânica ou biológica. Quando isto sucede, são os próprios médicos que, frequentemente, informam o doente que não encontram nada que explique os picos de febre que se instalam, as consecutivas gripes, a permanente dor num braço ou as dores de cabeça que emergem ciclicamente.

Para a psicologia e para a psicanálise, somatizar é, então, manifestar no corpo, em forma de uma doença ou de um sintoma, algum conflito emocional, o qual se encontra a um nível inconsciente para a pessoa. De uma maneira geral, o que acontece é que determinadas emoções ou afectos ficam retidos no psiquismo do sujeito, fazendo com que este não aceda, nem elabore tais afectos. Isto mantém o organismo num estado de tensão, que facilita ou promove o desenvolvimento de perturbações psicossomáticas. Deste modo, aquilo que não pode ser falado ou pensado, é comunicado através do corpo.



A intensidade com que cada pessoa somatiza depende de um conjunto de factores intrapsíquicos, embora saibamos que este fenómeno pode circunscrever-se a quadros sintomatológicos mais simples ou a outros mais complexos: desde o aluno ansioso, que, em véspera de exame, fica com intensas dores de estômago, ou o sujeito deprimido que desenvolve uma doença auto-imune, como o lúpus.

A psicoterapia, enquanto processo de "cura pela palavra”, constitui uma ferramenta ímpar no tratamento clínico deste tipo de adoecimentos somáticos, na medida em que aquilo que não pode ser pensado pelo próprio sujeito, passa a ser elaborado na relação terapêutica.


O Canto da Psicologia,

Dr.ª Joana Alves Ferreira



  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

De Mariazinha a Maria, pelas oliveiras...








Mariazinha pegou na boneca, saiu para a rua, espantou a criação que esvoaçou baixo e sentou-se na eira, de costas para a casa amarela que já tinha sido a mais bonita do Tojal, mas estava caiada por choro e gemidos. Fitou as oliveiras do casal. As coisas eram como eram e sem remissão.  

Tinha rezado as duas preces de que mais gostava a cada despertar:

"Obrigado Bom Jesus pelo vosso grande amor,
Perdoai o mal que fiz, ajudai-me a ser melhor"
"Anjos da guarda, minha doce companhia,
Guardai a minha alma de noite e de dia"

Procurou respostas nas rugas dos senhores e senhoras pesarosos que faziam os degraus ranger ao subirem ao quarto e depois desciam a condoerem-se.

- "Sabe o que hei-de prometer para a minha mãe não morrer?..."

Ouvia suspiros, recebia afagos e o único sorriso que via estava cosido a linha vermelha no trapo da boneca. 

A gata Zequinha apareceu-lhe num supetão suave, ronronou-lhe e foi-se na sua felina indiferença. As folhas das oliveiras não se moviam ao sabor daquele junho de canícula precoce e Mariazinha pensava em tudo o que cabia nos seus nove anos. Tirou um figo do bolso da batinha da escola, mordiscou-o e passou a madeixa do cabelo por cima da orelha esquerda. Usava óculos. Tinha olhos verdes refulgentes e não dizia muito.   

Nessa tarde, Mariazinha conheceu o depois por ter tanta angústia à espera. Levantou-se, saracoteou-se e foi tirar pedaços do tronco da oliveira que quebrava indolente. 
Ninguém a chamou quando o dia caiu para o arrebol de cor fogueada, mas voltou para casa. Já não tinha mãe. 

Mariazinha fez-se Maria na solidão e noutras tardes menos meninas a olhar para as oliveiras.
Maria seria mãe. Muito boa mãe. Foi. Ainda é.

Mas as oliveiras ainda lá estão e a tristeza de Mariazinha também. A Maria nunca falou da mágoa. 

De Mariazinha a Maria, ela nunca foi de dizer muito.


Filipe Alexandre Dias
Jornalista



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Entre as minhas e as dietas de toda a gente...








Um dos grandes mistérios à volta das dietas prende-se com o insucesso em manter a mesma durante muito tempo.
Não existe uma resposta óbvia mas, existem explicações possíveis.

As excepções
Muitas pessoas justificam as excepções como o grande problema para não conseguir obter resultados. A excepção é sobrevalorizada! Vamos imaginar que tem uma rotina típica e que faz 5 refeições por dia (pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche e jantar) e que todos as semanas tem um jantar farto ao sábado à noite com os amigos e que ao domingo ao almoço com a família. Significa que fez 2 refeições erradas num total semanal de 42 refeições. Fazendo as contas quer dizer que falhou em 5% das refeições.
Ainda acha que o problema é desses 5% ou dos 95% restantes que acha que está a fazer impecavelmente?

A dieta
Um dos maiores problemas é a crença de que lendo bastante na Internet sobre dietas e nutrição que consegue levar a cabo uma dieta. Muitas vezes corre mal ou a determinado ponto vai sempre correr mal. Porquê?
Vamos imaginar que a comunidade científica afirmava que a “dieta da maruca” era a perfeita para perder massa gorda. Eu diria sempre que podia resultar ou não. Porquê?
Nunca nos devemos esquecer que uma dieta é individual e que, se tentamos fazer uma dieta que é genérica para todos, então significa que não é adaptada para si: horários, quantidades, distribuição de macronutrientes, análises clínicas, entre outros, são diferentes de pessoa para pessoa, como uma impressão digital.

Suplementos milagrosos
A minha tensão arterial mantém-se calma quando me dizem que tomam suplementos para perda de peso porque sei que eles não matam e regra geral não fazem mal à saúde. Mas não se iluda: não existem suplementos com eficácia significativa na perda de massa gorda que justifiquem pagar mais por eles do que pela consulta.

A minha consulta é que é
Esqueça, eu não vou dizer isso. A minha consulta simplesmente tem ferramentas que permite individualizar o plano e tratar dos desvios detectados, depois de analisar as ferramentas e interpretar o que elas nos dizem.  A partir daí é seguir o plano e pensar na regra dos 95%. Vá estamos no pós-saldos 90%...

Peço desculpa não há dieta dos 3 saltos ou, do pé coxinho ou mesmo do Strostsky.

É mesmo a dieta do eu e é feita ao momento!

Júlio de Castro Soares
Nutricionista
Tlm.: 962524966



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Antes de a tua vida morrer...







Antes de a tua vida morrer

Antes, muito antes de a tua vida morrer, ajoelhavamo-nos no frescor da tijoleira do quintal e dizíamos um ao outro tudo o que queríamos ser sem saber o que era isso de amanhã. Amanhãs não são coisas de menino. Tu pegavas numa carica amolgada, imaginavas universos dentro dela e juntos partiam pelo meio-fio do passeio em aventuras. Só tu e a carica. Afastavas-te e eras tão mais feliz que eu. Eu, que tinha tanto brinquedo por onde escolher, mas deixava cada castelo por construir.

Bem antes de a tua vida morrer, vi-te com um caderno afivelado à cintura, sem aflições pelo que aí vinha e, a teu lado, galopei vales como se montanhas fossem, porque a pequenez do nosso mundo ainda nos parecia a imensidão do tudo e tínhamos o nosso Kilimanjaro por diante até lhe vencermos o cume em triunfo. Foi numa tarde torrada a prometer verão e nós, debaixo dela, sentimo-nos os senhores de todas as estações.

Antes de a tua vida morrer, tinhas arrebatamentos, aqueles arroubos, e desenhavas heróis, vilões e leviatãs que amarrotavas em insatisfações para eu desamarrotar e guardar na terceira gaveta do armário de contraplacado branco com debrum castanho que me vigiava as noites de asma. Ainda lá estão. Ainda lá estás. 

Um pouco antes de a tua vida morrer, movias-te a lilás num carro feio como o pesadelo de alguém, mas rias de quem zombava e seguias caminho.

Muito pouco antes de a tua vida morrer, despertaste-me de um torpor ao gritares o meu nome do outro lado de um largo algesino e levaste-me para casa na mesma viagem que depois não terminaste. Lembro que rimos e tudo era fácil.

Horas antes de a tua vida morrer, houve um abraço entre nós. 

Quando soube que a tua vida morreu, era Fevereiro e tudo negrejou.

A tua vida morreu a viver. Às vezes, quando andas em mim, sinto que vivo a minha vida a morrer.


Filipe Alexandre Dias
Jornalista



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sorria!! Está a ser filmado...





E começamos o texto desta semana com um desafio! Pense na última vez que deu uma gargalhada, alta, sonante e sentida! Lembra-se? E ao pensar nesse momento, sentiu vontade de sorrir de novo? Este é o efeito mágico do riso! E já pensou que mágico seria se assim pudesse ser todos os dias?

Comemorou-se ontem, 18 de Janeiro, o Dia Mundial do Riso e não podíamos deixar de evocar esse acontecimento que tanto faz parte de uma das nossas missões aqui pelo Canto da Psicologia.
Antes de mais, gostaríamos de lhe lembrar algumas das inúmeras vantagens de dar uma boa risada! E, como por cá não nos baseamos somente nos factos da Psicologia, seguem aquelas relacionadas com as áreas mais transversais:
  • Redução do stress e dos efeitos negativos deste para o nosso organismo, ao nível físico e psíquico;
  • Queima de calorias;
  • Melhoria da qualidade do sono;
  • Fortalecimento abdominal;
  • Combate ao aparecimento de rugas;
  • Melhoria da circulação sanguínea, da respiração e da digestão;
  • Fortalecimento do sistema imunológico e consequente prevenção de doenças;
  • Estímulo da criatividade;
  • Criação de laços com outras pessoas.
Agora que vos falámos nas vantagens de poder dar uma boa gargalhada, também não nos esquecemos que nem sempre é fácil, que nem sempre as vicissitudes da vida, do dia-a-dia, da carga de passado e ansiedade de futuro que trazemos sobre as costas, nos permitem poder desfrutar de momentos de descontração, em que, por vezes, apenas o evocar de memórias nos fazem sorrir. A sabedoria popular está repleta de frases que incutem a ideia de que não há nada de negativo que não possa ser derrubado por uma boa gargalhada, como “rir é o melhor remédio” ou “se alguém está tão cansado que não possa dar-te um sorriso, deixa-lhe o teu”.

Aqui no Canto da Psicologia, gostamos de acreditar que o melhor sorriso é aquele que surge depois de entendidas e estruturadas todas as lágrimas! Um processo psicoterapêutico é um caminho árduo, difícil, sinuoso, mas muito congratulante e proveitoso. Quem nos chega, raramente traz sorrisos como motivos para abrir a porta desta aventura da descoberta. Quem termina, certamente leva na bagagem novos motivos para sorrir, com veracidade, com integridade e, acima de tudo, com a noção de que tudo o que constitui o caminho faz parte dessas mesmas gargalhadas. Nos nossos divãs, teremos para si tempo para enxugar lágrimas, expressar revoltas, partilhar sorrisos, interpretar mágoas, renovar emoções, entender comportamentos e, acima de tudo, recriar o seu Eu, capaz de enfrentar cada dia com o mais genuíno sorriso!

Provavelmente, rir não é o melhor remédio, mas rir é, sem dúvida, o melhor sucesso!

Drª Cláudia Ribeiro 
O Canto da Psicologia


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sopa comida a garfo....








Contam que primeiro o Ti Vicente viu a escarlatina levar-lhe as duas meninas. Depois a sua senhora caiu no catre para se entregar ao desgosto que também a levou. Chegado a um destino de vazio e nada, o Ti Vicente deixou a razão pelo caminho. Ou talvez não… A normalidade não passa de uma subjetividade envergonhada. Antes de a sua alma enegrecer, os antigos asseguram que ele fora homem de finezas. Sabia do mundo, de contas e até letras, lá onde as mãos quase todas eram de enxada num lugar o Ribatejo já tinha cara de Beira, mas mal sabia ler.

Para o Ti Vicente, o mundo passou a ser uma piada. Como só os loucos são livres, declarou guerra às convenções e fez-se ao contra. Montava bestas virado para a cauda; perambulava de noite e repousava de dia; caminhava sobre muretes, cercas, telhados e galhos, avesso a tudo o que fosse caminho de gente. Dormia em palheiros. Passava jornadas sem falar e outras a palrar sozinho. Tinha o maior desvelo com a bicharada e um desprezo olímpico a quase todas as pessoas. Se lhe dessem uma guitarra, tocava até sangrar, sem comer ou beber. Fumava cigarros de barba de milho. Sabia tudo de todos e trazia no bolso da calça vestida do avesso todas as vergonhas e segredos dos cínicos da freguesia. Ninguém o confrontava por ser andrajoso e indiferente à miséria. Quem se atrevesse, ouvia o sexagenário tresloucado cuspir-lhe uma verdade azeda.


Sempre que o rapazio ao qual Ti Vicente se dava lhe pedia uma lição de História, o velho avivava o olhar verde, cofiava a barba nauseabunda e rala para contar em lusitano detalhe o cativeiro de Fernando, o Infante Santo, como se o tivesse visitado na masmorra de Fez naquele cristão suplício. Depois houve aquela vez em que roubou uma bicicleta e bradou que agora só a apanhavam na Alemanha ao deslizar em fúria caminho abaixo. Deram com ele dois quilómetros adiante a cavar numa fazenda. Com o lado errado da pá, como está bom de ver.
Comia com os pratos ao contrário e quando o convenceram a investir sobre uma sopa na tigela, pegou um garfo bojudo e sorveu-a mesmo assim. Num almoço deu com o fundo de um prato em casa de gente piedosa. Viu uma flor desenhada na louça e, mortificado, disse que era veneno para sair num rufo de inferneira.
Afagava a Castanha, a mula do Jaquim Pereira, e nessas alturas chorava sobre a palha a falar para dentro.

Quando Tejo subiu, as cheias tragaram casas e muitos ficaram com pertences submersos. O Ti Vicente mergulhou e mergulhou em desafio às aguas. Resgatou quanto pôde. Depois bordejou pelo rio até desaparecer no horizonte. O medo há muito ficara para trás.
Tentaram tratá-lo, mas ele respondeu que se era para aquilo, não o tivessem chamado. Fugiu.

Fechou os olhos numa sala branca e luzidia de uma afilhada que lhe amparou a doença, já física, e voltou para sempre à escuridão amiga.
Desceu à terra sem que lhe fizessem a última e funérea vontade: ir de barriga para baixo, de costas viradas.
O mundo não lhe merecia mais. 



Filipe Alexandre Dias
Jornalista




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

..." e o sonho comanda a vida..."







E quem é Feliz faz Feliz os outros

Quando foi que as crianças deixaram de sonhar e os adultos de acreditar?

Neste novo ano de 2017, de Recomeços, é inevitável imaginarmos como será este ano, ainda incipiente: igual ao último? Que caminhos novos vamos percorrer? Estamos preparados para sermos felizes?

 Quando pensamos que os adultos de hoje são produto da criança que foram, o melhor presente que os pais podem dar aos seus filhos é a capacidade de Sonhar! Sonhar é a esperança, sonhar liberta maus sentimentos, faz com que venha à tona o nosso melhor e quando sonhamos juntos, então, a vida ganha outra cor, tudo fica leve e o que criamos, por mais simples que seja, ganha novos contornos.

A vida é bênção! Basta, simplesmente, olhar e contemplar a natureza para ter essa certeza dentro de nós, como é bonito tudo à nossa volta! As flores, as folhas das árvores que caiem, os passarinhos que cantam autênticos cânticos de paz e ternura, as nuvens no céu que parecem algodão doce. Se alguma duvida houvesse, dissiparia, com a simples observação sobre o que nos rodeia, esta prática poderá ser, essencialmente espiritual, também somos seres espirituais, uma vez que filosofamos sobre a nossa existência.

 O amor advém da fé, da fé na vida, do bom sentimento que nos completa e que nos faz seguir e construir mais. O amor é fé, na vida, fé no outro, fé em nós, está interligado, são indissociáveis, fé e amor! Não existe amor sem acreditar! Acreditar no melhor da vida e que dias melhores virão, apesar de alguns percalços que possam surgir.

Um dia perguntei a uma criança sábia na minha consulta; O que desejas? Ela retorquiu desejo continuar a desejar! De facto é o melhor presente que um ser humano pode ter, uma vez que quando acreditamos e desejamos, estamos sempre protegidos, isto porque, temos fé que as coisas boas nos podem acontecer e mesmo, perante as situações adversas, nós podemos nos agarrar aos nossos desejos, à nossa capacidade de sonhar. Já dizia o Fernando Pessoa “matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso”, nada nos caracteriza mais do que os nossos sonhos, do que a nossa capacidade de criar, imaginar coisas boas a acontecer.

Muitas crianças hoje não sonham. Onde estão os sonhos das crianças? É urgente plantar nas crianças a capacidade simbólica de sonhar mas, para isso, é necessário que os adultos nunca deixem de acreditar, de ter paz e esperança. É necessário adultos com paz interior, o que nós psicólogos chamamos de “constância objectal interna”, o sentimento de estar seguro de ser bem amado e que mesmo em dias de tempestade, há uma confiança, que apazigua a ansiedade de que tudo se vai solucionar da melhor maneira (o que chamamos, também, de vinculação segura).

Assim desejo que em 2017 existam muitos sonhos, que a esperança encha o coração e guie todas as decisões. Pois quem é feliz faz felizes os outros! Não esqueça, quanto mais cuidar de si, mais cuidará dos outros que ama.




Drª Mafalda Borges
O Canto da Psicologia