quinta-feira, 22 de abril de 2021

Liberdade Dentro da Cabeça...

 


Aproxima-se o dia 25 de Abril, o dia da Liberdade.

            O conceito de Liberdade dá para discorrer acerca de muito, dá para grandes debates a vários níveis mas, remetendo para esta área, dá também para pensarmos no que significa a Liberdade a nível pessoal e interno; o que é a liberdade na vida interna.

             Para nós (...) a saúde mental não consiste no indivíduo ser sólido assim como o granito ou rígido como uma estátua. A saúde mental consiste na pessoa ser capaz de se movimentar livremente dentro de si, e os movimentos de tristeza são tão importantes como os de alegria.(João dos Santos, 1988)

             Mas será assim tão simples entrarmos em contacto connosco próprios, compreendermos a tristeza e a alegria como parte integrante das nossas vivências? Sentirmos estes polos emocionais como saudáveis? Reconhecermo-nos nestes movimentos? Talvez nem sempre… mas certamente este será um dos objectivos da psicoterapia: tornarmo-nos capazes de nos movimentarmos livremente dentro de nós próprios! E eu diria que se somos capazes de o fazer dentro de nós também seremos capazes de o fazer fora de nós!

            No dicionário de Psicologia (Roland Doro e Françoise Parot, 2001), a definição do conceito de Psicoterapia engloba a ideia de liberdade: “...os critérios de cura variam segundo o processo psicoterapêutico e a teoria que o subentende: (...) liberdade interior e capacidade de ser feliz maiores, conhecimento mais fino de si, dos seus limites, das suas possibilidades.

          O processo psicoterapêutico é então mais do que a criação de uma narrativa, é a construção activa de uma nova forma de experiênciar o Eu com o Outro.

O terapeuta deve voltar-se para fora e estar emocionalmente disponível, o que significa ter os seus problemas internos suficientemente tranquilos para que eles intervenham o mínimo possível na sua relação com o paciente. Ao paciente é pedido que aja consoante ele próprio, que seja ele próprio, e que continue comprometido com as sessões de forma a que se construa este “monólogo a dois”.

             Posto isto, neste contexto faz-nos pensar que mais do que uma revolução é necessária a  coragem para investir na (re) descoberta de si e poder fazê-lo com um outro. Haja Liberdade!

 

Drª Maria Portugal - Lisboa

O Canto da Psicologia

 




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