terça-feira, 15 de novembro de 2016

No reino dos muffins...







Uma das notas dominantes desta receita é a sua baixa carga glicemica. Para cada muffin existe o equivalente a 1/3 de uma banana e uma pitada de açúcar de coco. Para além disso temos canela, que tem um papel importante no controlo da glicemia, aumentando a sensibilidade à insulina.

O controlo da carga glicemia é importante para garantir níveis de glicemia sempre controlados. Este controlo vai permitir não só prevenir o aumento de massa gorda tal como uma alimentação anti-inflamatória.
Desta forma previne doenças como Diabetes, Hipertensão, Osteporose, Hipercolesterolemia ou Cancro.

Receita para 5 muffins:

2 ovos
2 bananas
1 chávena de café de oleaginosas
2 c. sopa de farinha de amêndoa
2 c. sopa de linhaça moída
1 c. sopa de farinha de coco
1 c. chá de canela
1 pitada de sal rosa
1 c. sobremesa de açúcar de coco
1 c. chá de fermento


Começar por picar grosseiramente as oleaginosas. De seguida juntar os restantes ingredientes excepto o fermento que só é envolvido depois de se bater tudo e formar uma massa homogénea.



Levar ao forno 20 min a 180 graus.

E coma sem pecar....




Júlio de Castro Soares
Nutricionista
Tlm.: 962524966


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

São Martinho versus Psicologia...










Curioso para saber o que é o Verão de São Martinho e o que poderá representar simbolicamente para a psicologia?

Generosidade ou Empatia?

Amanhã começa o Verão de São Martinho uma lenda que faz um elogio à generosidade do ser humano. São Martinho era um cristão que resolveu dar metade da sua manta a um mendigo na rua, a partir desse momento, “milagrosamente” o sol surgiu para aquecer, como símbolo da bondade humana.

O São Martinho assumiu, desta forma, um comportamento empático e não, tanto uma atitude que implica valores morais. Na realidade, podemos refletir, que uma pessoa não tem atos bons ou maus o que tem é capacidade empática ou ausência dela.

 Ora o São Martinho quando viu o Mendigo a sofrer quis ajuda-lo dando-lhe o conforto da manta. No entanto fê-lo, possivelmente, com base numa procura de dar apoio, uma vez que colocou-se no lugar do outro, ao imaginar, como ele estaria a sofrer com o frio e, nesse contexto, procurou ajuda-lo.

Neste sentido a religião por si só não forma pessoas “boas” ou menos “boas”, mas informa e dá a conhecer os valores que respeitam e que seguem determinadas doutrinas. Quando se fala de empatia um tema muito querido em psicologia é “sentir a dor do outro no nosso coração” no fundo, porque quando vemos os outros a experienciar determinada emoção, nós tendemos a compreender o que o outro está a viver e, por isso, vamos interagir de forma sensível e adequada.

As atitudes empáticas resultam na medida em que fomos criando relações gratificantes e sensíveis ao longo do nosso desenvolvimento. Como seres relacionais que somos vamos cuidar dos outros, assim como, cuidamos de nós, só dessa forma passamos da posição egocêntrica, do ego, para a posição descentrada e relacional que se foca nos outros. O ser humano tem esta necessidade básica que consiste em partilhar emoções e sentir que está a ser intimamente compreendido e amado.

Assim sendo aproveitem o quente do São Martinho para partilhar bons momentos, com todos e dar graças por termos esta capacidade, tão intrinsecamente humana, que consiste em sentir, o que o outro sente e reagir de forma congruente. A nossa capacidade empática é o que temos de mais humano e genuíno. O sentimento de ser amável e compreendido surge na medida em que existe esta capacidade relacional que é estimulada na relação com os outros.


Dra. Mafalda Leite Borges

O Canto da Psicologia


terça-feira, 8 de novembro de 2016

O treino da moda...









O “TREINO DA MODA” - TREINO FUNCIONAL

Fala-se cada vez mais em Treino Funcional e o seu número de praticantes cresce a cada dia. Mas, o que é exactamente o Treino funcional? Força? Hipertrofia? Resistência? Apenas um treino? Semana sim, semana não? Um tipo de treino que necessariamente fuja à regra?

O treino funcional não é algo actual. Acredita-se, que os nossos antepassados já realizavam métodos projectados e específicos que pudessem aumentar a sua aptidão física com um objectivo específico: caçar, conseguir obter alimentos em locais de difícil acesso, construir as suas habitações, fugir de um perigo eminente. Portanto, apenas temos modificado o que já existe.

As funções vitais dos seres humanos podem ser compreendidas como as acções fundamentais para a vida e para a independência funcional. Segundo Evangelista e Macedo (2011), ser independentemente funcional é ter a capacidade e a habilidade de realizar as actividades simples do cotidiano com eficiência, autonomia e com baixo risco de lesões.

Assim, podemos definir o Treino Funcional como sendo um Método de Treino que visa desenvolver ou melhorar as várias componentes da aptidão física (Força, Potência, Resistência Muscular e Cardio-respiratória, Flexibilidade, Agilidade, Velocidade, Equilíbrio, Coordenação e Precisão), recorrendo à repetição de gestos que são habituais no nosso cotidiano (puxar, correr, saltar, agarrar, empurrar, torcer, etc.), trabalhando-os nos três planos anatómicos (sagital, frontal e transversal), e que combinados com técnicas e equipamentos (elásticos, pesos, bolas, caixas, cordas, etc.) induzirão um aumento na dificuldade de realização dos mesmos, promovendo assim novas adaptações, melhoria na sua execução e consequentemente tornarão esse indivíduo mais apto para ultrapassar as adversidades/obstáculos que possam surgir no dia a dia.

Este método de treino poderá ser aplicado a qualquer indivíduo, em qualquer idade, em qualquer circunstância, desde que devidamente adaptado à condição física de cada praticante, às suas necessidades, condicionantes e objectivos específicos, e respeitando sempre os Princípios do Treino ( Biológicos: sobrecarga, especificidade, reversibilidade e heterocronia; Metodológicos: continuidade, progressividade, ciclicidade, individualização, multilateralidade e relação óptima exercício/repouso; Pedagógicos: sistematização, actividade consciente, actividade apreensível, estabilidade).

Podemos concluir então, que o Treino Funcional, devidamente prescrito, é considerado uma excelente ferramenta de treino, já que, é aquele que objectiva o desenvolvimento integrado das capacidades físicas, promovendo a melhoria da habilidade e capacidade funcional para a realização das funções cotidianas e/ou desportivas com autonomia e segurança.


Dinis Anastácio
Exercise Physiologist and Personal Trainer
Advanced Health and Exercise Specialist – EQF Level 6
European Register of Exercise Professionals (EREPS)
Contacto: 962 683 291




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Os direitos das famílias...







OS DIREITOS DAS FAMÍLIAS



1. Todas as Famílias têm direito ao Afeto, ao “amo-te mais que tudo” e ao “infinito mais além”;

2. Todas as Famílias têm direito a um teto, daqueles que protegem das tempestades mas 
também daqueles que não se constituem como um pesadelo;

3. Todas as Famílias têm direito a pequeno-almoço incluído, com direito a “bom dia alegria!” e sem pressas de chegar a algum outro lado;

4. Todas as Famílias têm direito ao domingo à tarde, ou a outra tarde (para não pedir um dia inteiro) com passeios de mal-me-quer, corridas de bicicleta, conversas à volta do chão, formiguinhas pelos pés acima e um ar cansado de feliz;

5. E nas tardes de chuva, todas as Famílias têm direito ao aborrecimento, ao não ter nada para fazer a não ser colos, e a rirem (ou chorarem) conjuntamente de filmes na televisão;

6. Todas as Famílias têm direito a poucos trabalhos de casa (ou nenhuns) e a partilharem o seu final de dia não dividindo ou somando números mas contando as histórias de triunfo e angústia que decorreram naquela jornada;

7. Todas as famílias têm direito à crise, seja que crise for, e todas as Família têm direito à ajuda, suporte, apoio; formal e informal; direto e indireto; social, pedagógico, terapêutico…

8. Todas as Famílias têm direito a definirem a palavra família no dicionário, porque todas as Famílias têm direito à sua individualidade, unicidade, singularidade, e todas as famílias têm direito a ver-se definidas nos dicionários;

9. Todas as Famílias têm direito ao tempo, do que demora a passar, mas que já passou, do que permite estar, mas que é sempre tão pouco, daquele que deixa as famílias terem o espaço para se conhecerem uns aos outros mais do que a soma das suas partes;


10. Todas as Famílias têm direito a escreverem os seus direitos e expô-los na porta dos frigoríficos, porque os direitos das Famílias preservam os direitos das Crianças e devolve-lhes a segurança de que este é um lugar maravilhoso para se crescer!


Drª Lúcia Paço

O Canto da Psicologia


terça-feira, 1 de novembro de 2016

O verdadeiro sentido do "light"...








Quando pensamos num regime para perda de peso imediatamente pensamos procurar light ou diet. À partida dá-nos garantias quanto ao seu valor nutricional e de certeza que será um alimento adequado para a perda de peso, certo? Errado.
Gelatinas, iogurtes, pastilhas, bolachas, tostas, etc., etc.. Todos nós vemos e ouvimos e mesmo que não queiramos de uma maneira ou de outra aparece num anúncio nas redes sociais ou outras plataformas, físicas ou digitais.

Mas o que faz de um alimento ser light?
“Uma alegação de que um alimento é leve ou «LIGHT» (...) deve preencher as condições estabelecidas para a alegação «TEOR DE (...) REDUZIDO»”

Então o que é teor reduzido?
“Uma alegação de que o teor de um ou mais nutrientes foi reduzido (...) só pode ser feita quando a redução for, no mínimo, de 30% em relação a um produto semelhante”
Em conclusão basta reduzir 30% um determinado nutriente e temos uma alegação legal de produto light.

Exemplo prático por unidade de iogurte:

Denominação
Iogurte de Aromas “Jon Snow”
Iogurte de Aromas Light “Jon Snow”
Calorias (kcal)
191
197
Proteína (g)
7
7
Lípidos (g)
8
11
Hidratos de carbono (g)
25
17,5
Dos quais açúcares (g)
21
14,7
Sódio (g)
0,5
1

Olhando para o rótulo, chamo à atenção que é fictício, mas com base em casos reais, a denominação light está correta porque se reduziu o teor de hidratos de carbono em 30%, de 25 para 17,5. A redução é significativa, mas faz dele necessariamente saudável?

É a diferença entre 2 ou 3 pacotes de açúcar de café num produto deste género. Tire as suas conclusões.

Para além disso, a denominação light aplica-se a um só nutriente, ou seja, os outros nutrientes podem ser perfeitamente alterados. Regra geral aumenta-se o teor de gordura para conferir entre outras características melhor textura ou aumentar o teor de sal para mascarar o sabor menos doce.

Outro aspecto por mencionar deve-se à adição de edulcorantes. Que a literatura recente mostra não ser uma adição aos produtos processados tão inocente quanto possa parecer.

Fica a dica: em caso de dúvida opte por produtos minimamente processados ou mesmo os que não possuem rótulo. Ex.: frutas, vegetais, oleaginosas, entre outros.





Seja atento e leia bem os rótulos e cuidados com as alegações nutricionais.


Júlio de Castro Soares
Nutricionista
Tlm.: 962524966


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

As várias formas da tristeza, em psicologia...










Depressão ou Depressões

De acordo com Hesíodo, Perséfone é filha de Zeus e Deméter, deusa do trigo e da agricultura. Cortejada pelos Deuses pela sua beleza, Perséfone não obtinha o consentimento da sua mãe.
Hades, Deus do submundo, ao avistar Perséfone nos campos de trigo, decide raptar a jovem levando-a consigo para o reino dos mortos. 
Desesperada, Deméter deixa o Olimpo em busca sua filha. Como consequência, a natureza deprime com Deméter e a terra tornou-se estéril, as árvores perdem as folhas e as sementes não germinam.
Num contexto de morte da natureza, Hades decide estabelecer uma troca com Deméter: durante metade do ano Perséfone ficaria com os seus pais e durante a outra metade ficaria no submundo com o seu marido.
Assim justificavam os gregos os ciclos anuais das colheitas e as estações do ano.

Como se pode verificar, a associação que se estabelece frequentemente entre o Outono/Inverno e a tristeza, tem raízes muito antigas. Assim, como não poderia deixar de ser, à entrada do Outono, dedicamos este texto à Depressão.

Através dos trabalhos de Benjamin Whorf e da chamada hipótese Sapir-Whorf, desenvolveu-se a ideia de que a linguagem é determinada pela cultura e pelo contexto. Daqui estabeleceu-se, a título de exemplo, a noção de que os esquimós teriam vários nomes para dizer 'neve', uma vez que vivem rodeados por ela. Neste sentido, colocou-se a hipótese de que teria de existir uma necessidade de atribuir designações a vários tipos diferentes de neve.
Apesar desta hipótese ter sido refutada, é importante referir que esta necessidade de atribuição de diferentes designações ao mesmo conceito, é algo que permeia a corrente psicológica.

Assim, podemos afirmar que não existe uma forma de designar a tristeza em Psicologia, mas sim muitas formas.Classificada como uma perturbação do humor, a tristeza pode ser designada de múltiplas formas de acordo com a sua natureza:
- depressão, depressividade, depressibilidade, depressão branca, depressão neurótica, depressão psicótica, depressão anaclitica, depressão major, depressão minor, distimia, ciclotimia, psicose maníaco-depressiva (bipolaridade), depressão endógena, depressão reactiva...

Independentemente das formas que ela possa tomar, o que é importante fixar é que a tristeza, como a ansiedade, são funções psíquicas normais. Ambas cumprem funções importantes da mente, podendo estas, ainda assim, encontrar-se perturbadas.

Ansiedade e Depressão são as formas do sofrimento humano, encontrando-se no núcleo de qualquer patologia ou perturbação.


Dr. Fábio Mateus

O Canto da Psicologia



terça-feira, 25 de outubro de 2016

Músculos para que te quero...







IMPORTÂNCIA E BENEFÍCIOS DO TREINO DE FORÇA



Muitos são os que têm uma ideia errada sobre o Treino de Força, associando-o de imediato à imagem de homens e mulheres extremamente musculados. Neste texto pretendo desmistificar o conceito de Treino de Força e dar a conhecer alguns dos principais benefícios da sua inclusão, de forma equilibrada e regular, na sua rotina de treino.

Em primeiro lugar é preciso clarificar que para conseguir ter um corpo muito musculado é extremamente difícil e necessita-se para tal, um enorme rigor e disciplina no que concerne à rotina de treino e a um regime alimentar muito específico e cuidado. O Culturismo é uma modalidade de competição de escala mundial e, como qualquer outra, requer anos de prática e dedicação.

Para que possamos compreender os benefícios deste tipo de treino, devemos antes saber o que é a Força Muscular e como a podemos desenvolver.

Força Muscular é a energia produzida pela contracção dos músculos esqueléticos ao tentarem mover, ou suster, uma resistência mecânica ou o peso corporal, por forma a imprimir movimento ao nosso corpo e a dar suporte ao nosso esqueleto.

A Força Muscular manifesta-se de várias formas, de modo a poder realizar as funções acima indicadas. São elas:
- Força Máxima, é a capacidade de produzir o valor mais elevado de força contra uma resistência inamovível, independentemente do factor tempo;
- Força Rápida, é a capacidade de produzir o máximo valor de força num tempo reduzido;
- Força Reactiva, é a capacidade de produzir o máximo valor de força concêntrica após uma acção excêntrica ( Ciclo Muscular Alongamento-Encurtamento);
- Força de Resistência, é a capacidade de manter o valor de força num tempo prolongado.

O Treino de Força, conhecido popularmente como Musculação, é uma forma de exercício contra resistência, praticado normalmente em ginásios, para desenvolvimento dos músculos esqueléticos. Utiliza a Força da Gravidade (com barras, halteres ou o próprio peso corporal) e a Resistência (gerada por equipamentos, elásticos ou manualmente, para opor forças aos músculos que, por sua vez, devem gerar força contrária).
Esta forma de treino físico é utilizada com fins atléticos (para melhorar o desempenho e a performance), estéticos (como o aumento do volume muscular e diminuição da massa gorda) e para a saúde (auxiliando no combate a diversas doenças como por exemplo  nos sistemas muscular, ósseo, metabólico, cardio-respiratório, etc.).
A lei do uso e do desuso encaixa perfeitamente na dinâmica e actividade que damos aos nossos músculos. Se não exercitarmos o nosso corpo, os nossos músculos, como parte integrante de todos os nossos sistemas, atrofiarão e em consequência, todas as estruturas e órgãos por eles envolvidos e protegidos, enfraquecerão, conduzindo e acelerando o processo de fragilidade física associado ao avanço da idade.





De entre os benefícios do Treino de Força na nossa saúde, podemos destacar:

A nível Físico:
- Melhoria na composição corporal (aumento de massa muscular e diminuição da massa gorda);
- Maior suporte e estabilidade osteoarticular, ajudando na correcção postural;
- Retarda o processo de Sarcopenia (perda de massa muscular associada ao avanço da idade, que acelera e agrava as afecções osteoarticulares devido ao aumento da instabilidade e leva a uma maior propensão para as quedas);
- Previne a Osteopenia e Osteoporose (diminuição da densidade óssea que conduz ao risco acrescido de fracturas), devido ao estímulo constante e regular de forças de tração sobre os ligamentos, tendões e o próprio osso;
- Regulação hormonal e metabólica, auxiliando no combate da Obesidade e da Diabetes;
- Melhoria na Aptidão Cardio-respiratória (o aumento do volume muscular gera um aumento na rede capilar sanguínea que por sua vez se traduz numa melhor oxigenação dos tecidos celulares, à maior eficácia do sistema vascular e menor esforço cardíaco e respiratório, essencial por exemplo para o controle a Insuficiência Cardíaca ou a Asma);

A nível Mental e Emocional:
- Promove sensações de bem-estar associadas ao aumento dos níveis de hormonas como a Dopamina e a Serotonina e à diminuição da concentração dos níveis de Cortisol (apelidada de Hormona do Stress e da Ansiedade);
- Melhoria da auto-estima e promoção da auto-confiança, pela sensação de superação e crença nas suas próprias capacidades.

A nível Social:
- Promove a interacção e integração social, em qualquer faixa etária;
- Previne o isolamento e o aparecimento de doenças como a Depressão ou a Ansiedade.

Assim, em qualquer idade e fase das nossas vidas, é crucial a prática regular de uma actividade física que englobe não só o treino aeróbio mas também o trabalho de desenvolvimento da força muscular.


Dinis Anastácio
Exercise Physiologist and Personal Trainer
Advanced Health and Exercise Specialist – EQF Level 6
European Register of Exercise Professionals (EREPS)
Contacto: 962 683 291